Eles
se autodenominam kiwis, em homenagem a uma ave rara do país;
têm vários animais exóticos, como o tuatara e
o pingüim de olhos amarelos. Amam esportes radicais e têm
1/3 de seu território preservado por parques nacionais. Este
é o povo da Nova Zelândia.
A viagem até o outro lado do mundo é longa; chega-se
a cruzar a Linha Internacional da Data. Trata-se de uma linha imaginária,
próxima à Oceania, que corta o planeta de um pólo
ao outro e regula a mudança dos dias. Mas é o fuso horário
que deixa a gente um pouco zonzo: são nada menos que 15 horas
de diferença! Saí do Brasil numa sexta-feira à
noite e cheguei na capital, Auckland, na Ilha Norte, no domingo pela
manhã.
Como meu destino era a cidade de Dunedin, na Ilha Sul, tive que encarar
mais duas horas de vôo, com escala em Christchurch. Nada mau
para quem já tinha voado duas horas de São Paulo até
Buenos Aires e ficou dentro do avião por mais de doze horas
- desde a capital da Argentina, rumo a esta região do Pacífico.
Logo na imigração percebi que estava chegando em um
país interessante. Apesar do horário, 6 da manhã,
o oficial mostrava um bom humor fora do comum e, com um largo sorriso,
perguntou se eu havia estado em alguma fazenda dias antes de minha
chegada. Prontamente respondi que não, mas argumentei que estava
surpreso com a pergunta. Ele respondeu que a preocupação
com a doença da "vaca louca" - um problema sério
na Inglaterra - era uma...
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