Ele
é o primeiro parque nacional brasileiro. Criado em 1937, o
Itatiaia já foi refúgio de assaltantes, enfrentou problemas
de posse de terras e de exploração indevida de palmito.
Hoje, aos 65 anos, está preservado e tem uma das melhores infra-estruturas
para visitantes.
Enquanto vários homens caminham pelas trilhas do parque, outros
seguem - de carro - pela estrada. Inúmeros voluntários
aparecem por diversos caminhos abertos na hora com golpes de foice
e facões afiados. Bombeiros, policiais e defesa civil se unem
a estes grupos. No céu, o piloto do helicóptero desafia
a lei da gravidade, ao mesmo tempo em que dribla os enormes galhos
das araucárias, para pegar água na piscina do hotel
Simon. Todos têm o mesmo destino: a parte alta do Parque Nacional
do Itatiaia, a mais de 2.400 metros de altura. Os campos de altitude
queimam, ao sabor do fogo, que se alastra com rapidez assustadora.
O incêndio começou por causa de uma atitude inconseqüente
e desastrosa de dois visitantes que, para espantar o frio, tentaram
acender uma fogueira, próxima ao maciço das Prateleiras
- formação rochosa localizada no alto do Itatiaia. O
vento se encarregou de dissipar o fogo: 600 hectares de vegetação
foram destruídos. Haroldo Simon, proprietário do hotel,
lembra, emocionado, daqueles longos e intermináveis dias. "Sérgio,
o piloto, fez acrobacias inacreditáveis sobre o hotel".
Marco Antonio Moura Botelho, coordenador do PrevFogo - Programa de
Prevenção e Combate ao Fogo - também fica sensibilizado
ao lembrar do trabalho que eles realizaram para salvar o resto do
parque. Quando pergunto sobre o incêndio, ele deixa o corriqueiro
sorriso...
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