Isolado
do resto do mundo até o final dos anos 70, o Butão tornou-se
um dos poucos países que mantêm preservadas suas tradições
e sua religião desde que foi unificado, no fianl do século
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Chencho é uma pessoa feliz. Mora em Thimphu, capital do Butão,
com os pais e mais três irmãos. Está com 23 anos,
é solteiro, mas tem duas namoradas, uma em Paro e outra, na
capital, o que é considerado normal neste país. Fala
e escreve inglês fluentemente e trabalha como guia turístico
há três anos. Nunca tinha ouvido falar do Brasil, nem
sabia onde ficava a América do Sul, da mesma forma que a maioria
dos brasileiros nunca ouviu falar do Butão.
A primeira pergunta que fiz ao conhecê-lo, foi quando iria visitar
o monastério de Taktsang. Ele simplesmente fechou os olhos
e eu vi algumas lágrimas escorrerem. Depois de alguns segundos
conseguiu se controlar e me disse que o Taktsang tinha, misteriosamente,
pegado fogo. Fiquei indignado, pois um dos lugares mais sagrados do
país havia sido destruído por um incêndio. Um
dos principais objetivos de minha reportagem simplesmente desapareceu
dois dias antes da minha chegada.
Na denominação butanesa, Taktsang significa Toca do
Tigre. Esse monastério foi construído no século
8 pelo santo indiano Padmasambhava, o guru Rinpoche, em uma encosta
a 800 metros de altura. Diz a lenda que ele chegou até lá
voando sobre o dorso de um tigre. E lá permaneceu por três
meses...
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